Como escrever a crônica* perfeita**
Tem que começar com uma frase curta e impactante. Como dizem os gregos: "o que tiver de ser, será". Eles não disseram isso de fato, mas, como acreditavam que seu destino era traçado pelos deuses, pode-se subentender isso nas entrelinhas. Mas por que estou falando disso? Apenas para ilustrar a explicação que farei na próxima frase.
A primeira frase de uma crônica precisa estar aparentemente desconectada das frases seguintes: nunca comece contando uma história na ordem cronológica. Lance mão de uma frase aleatória e comece a narração in medias res, ou seja, pule para a metade da história. No decorrer do texto, o leitor começará a ligar as pontas e pensará: nossa, que escritor elegante e inteligente.
É preciso adicionar muitas referências. E elas não podem estar soltas, mas sim intimamente associadas com o assunto mundano que está sendo abordado. Devem surgir principalmente por meio de comparações e metáforas. A intenção é passar ao leitor a simultânea sensação de que o escritor é "gente como a gente" mas também "muito superior do que eu", afinal, a pessoa está realmente escrevendo uma crônica foda.
Uma crônica pode ser literalmente sobre qualquer coisa, mas isso não significa que você pode escrever um fluxo de consciência e chamar isso de crônica. Você pode escolher qualquer coisa para escrever, mas não todas as coisas de uma vez. Uma vez definido o assunto, você precisa adotar as regras de estruturação da forma. E essas regras são, concomitantemente, rígidas e livres. Você tem um molde, mas ele é feito de gelatina e pode derreter a qualquer momento (e depois endurecer novamente). Viu só? Acabei de lançar uma metáfora para ilustrar meu ponto. Crônica foda.
Um problema que muitas pessoas trazem para mim é: mas e se eu não tiver assunto? E o que eu digo é: meu filho, improvisa. Torce esse cérebro aí que eu sei que alguma coisa tem. Olha para os objetos à sua frente, ouve os barulhos em volta, sente a textura das coisas e mergulha nos seus pensamentos. Sempre tem alguma coisa. Te vira.
Estou sendo rude? Desculpe, é que estou aprendendo a me comunicar assertivamente e às vezes passo do limite.
Pegando a noção de limite para resumir as coisas, a mensagem que quero passar é a seguinte: a crônica tem limites ilimitados. E você tem que se aproveitar disso e botar sua cabeça para funcionar.
É isso. Se gostou, não esqueça de se inscrever no canal, ativar o sininho e, claro, dar aquele like maroto.
[Este vídeo foi transcrito por alunos do curso de Letras Contemporâneas do Departamento de Estudos Literários Concisos da Faculdade de Coaching para Letras e Ciências Humanas].
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Coach Sabrina
Após anos infrutíferos de estudo formal nas áreas de português e literatura, Sabrina percebeu que todo o estudo acadêmico das nuances, detalhes, contexto histórico, político e social envolvidos na forma e conteúdo de um texto literário podia ser resumido a simples fórmulas de composição, que ela descobriu analisando os textos de perto e irá compartilhar com você por meio de seus cursos Análise Literária: A Fórmula Definitiva e Como Escrever Um Texto Perfeito*. Suas publicações incluem os livros Como Escrever Um Romance Perfeito*, Como Escrever um Conto Perfeito* e Manual Prático de Poesia, premiados pela Academia Brasileira de Coaching Literário.
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Genial! Ótima dicas, irei praticar mais, muito obrigado!! ^^
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